Protocolo Homeopático da COVID-19
Esta semana recebemos uma mensagem do CRM autorizando os médicos a usarem os medicamentos que achassem necessários para o tratamento e prevenção da COVID 19. Embora os ensaios clínicos prospectivos sejam os mais fidedignos, devido a esta louca epidemia que pegou a todos no mundo de surpresa, somente os trabalhos retrospectivos é que vão nos orientar onde acertamos e erramos, tanto na alopatia quanto na homeopatia.
Por este motivo nosso Protocolo de Homeopatia na Covid-19 não seguiu os caminhos normais de pesquisa, devido ao ineditismo e urgência da situação. Nos baseamos então em trabalhos homeopáticos praticados no exterior, com base no Gênio Epidêmico de Hahnemann, nosso mestre maior.
Mas o que nos causou tristeza, foi ver que a homeopatia não estava como opção neste documento, apesar de termos contactado o CRM para realizar nosso protocolo para a Saúde Pública de Santa Catarina. Poderia ter citado que a homeopatia poderia ser usada de forma complementar. Mas o preconceito é forte quando você desconhece alguma ciência, o que não deveria acontecer com um dirigente de uma entidade médica.
Avistar uma fronteira, é já, ultrapassa-la" (Gaston Bachelard)
A homeopatia sofre ataques sempre e especialmente e atualmente pelo Grupo Questão de Ciência.
Homeopatia sempre foi e será atacada pelos que ignoram o seu fundamento ou nunca quiseram aprender.
Então recebi um texto do professor, Paulo Rosenbaun, PhD, Doutor em Ciências (USP) Mestre e Pós doutor em Medicina Preventiva pela FMUSP:
“A história da medicina, esta esquecida disciplina, tem sido contada apenas parcialmente, sempre privilegiando as concepções e práticas hegemonicamente sancionadas na atualidade. Existe mais de uma outra forma racional de responder aos desafios colocados à medicina em sua trajetória histórica. O resgate da tradição empírico-vitalista, da qual a homeopatia é a principal herdeira, redimensiona essa trajetória.
Esta outra versão da história nos fala do fato homeopático e das suas possibilidades para viabilizar projetos de intervenção não restritos à funcionalidade mecânica do organismo. Se isto vem ocorrendo na práxis da biomedicina, deve-se à consciência instintiva de seus protagonistas, uma vez que a formação acadêmica não capacita os médicos para esta modalidade de intervenção. Compreende-se, então, que seus protagonistas experimentem enormes dificuldades em readaptar essa visão não mecânica a seus currículos práticos, uma vez que a pedagogia dispensada ao médico ainda centra-se substancialmente nesta única dimensão. Ou seja, há, sim, um despertar para detectar outras dimensões do adoecer, a percepção de que este não está circunscrito ao problema biológico.
No entanto, este outro modo método de enxergar e avaliar a doença e seus respectivos tratamentos ainda encontram poucas condições de viabilizar-se pela carência de agentes no campo operacional. As medicinas chamadas de tradicionais entre os quais encontram-se a homeopatia, já foram demasiadamente castigadas e perseguidas por ideologias médicas e sistemas racionais onipotentes, cujas repercussões fizeram-se sentir na maturação de seus programas. Não se trata, porém, de uma condição especial da homeopatia e da medicina oriental. Este é um problema inerente à competição, anteriormente referida, entre programas científicos. “
Apesar de todas estas contrariedades e dificuldades nosso protocolo seguiu por muitos municípios de Santa Catarina com a ajuda de muitos médicos Homeopatas, que sensibilizaram seus gestores. E ainda invadiu o estado vizinho do Rio Grande do Sul, através de um jovem homeopata, Dr. Doriano Venturini, com o apoio de Sociedade Gaúcha de Homeopatia. Esta semana entramos em contato com a médica Marcia Bonamigo e a farmacêutica Karina Almeida que estão fazendo o protocolo no município de Santa Teresa no Espirito Santo. Vimos na telinha rostos jovens e lindos entusiasmados com este trabalho. Somos gratas a todas elas, pela iniciativa.
Muito gratidão a todos e a este jovem , que coloca sua energia para difundir a homeopatia a aplicá-la ao maior número de pessoas. Não estou desmerecendo os outros protagonistas do trabalho, como farmacêuticos e agentes de saúde que interferiram no processo. Na realidade , a média de idade dos Homeopatas é de 50 anos e precisamos de sangue jovem em nossa especialidade, além de trabalhos científicos nesta área para poder mostrar a comunidade médica que a Homepatia funciona.
Estamos agora na fase de coleta de dados dos municípios que usaram a profilaxia com a Camphora Officinallis. Nossa orientadora Karen Denez se esmera na coleta de dados dos municípios, juntamente com outros médicos que estão na frente dos processos nos municípios.
Assim como muitos médicos estão entusiasmados com Hidroxicloroquina e Ivermectina, estes resultados só poderão ser conhecidos posteriormente, porque sabemos que um grande número de pacientes é assintomático e não foram estes medicamento nem a Camphora ou outra Homeopatia que modificou a evolução da doença.
Agradecemos a todos os médicos que estão incansavelmente na frente de batalha, nos pronto atendimentos e UTIS, dando o melhor de seu trabalho , sofrendo riscos e lutando para salvar vidas.
Mas afirmamos que a Homeopatia sempre foi e será atacada pelos que ignoram o seu fundamento. É preciso estudar e se aprofundar no conhecimento, descobrir que esta ciência maravilhosa que atravessa dois séculos é um caminho sem volta. Apaixonante a forma de tratar o ser humano na sua integralidade.
Hoje muitas pessoas tem acesso a Homeopatia e a usam com resultados maravilhosos, mas há uma importante parcela da humanidade que não a usa e a contesta veementemente.
Hayde Haviaras
Instagram @hayde.haviaras